Aposto em ouro para Mayra Aguiar

O Rio Grande do Sul terá seis atletas – todos da Sogipa – no Mundial de Judô aqui no Brasil. São cinco defendendo o verde e amarelo e a Taciana […]

O Rio Grande do Sul terá seis atletas – todos da Sogipa – no Mundial de Judô aqui no Brasil. São cinco defendendo o verde e amarelo e a Taciana Lima lutando pelo seu novo país Guiné Bissau. Conforme o emparelhamento das lutas, me arrisco a palpitar como será a saga gaúcha e quantas medalhas virão para Porto Alegre.

O sogipano Felipe Kitadai, ligeiro (60), é o cabeça de chave do grupo D. Sairá de bye e provavelmente pegará em sua estreia o sul-coreano Won Jin Kim, vice-campeão asiático e 13° no ranking. Deve passar. Seu maior problema dentro da chave deve ser o russo Beslan Mudranov. Na semifinal, Kitadai deve enfrentar Naohisa Takato. Pedreira, mas tem grandes chances. Se chegar a provável final deve ser contra o georgeano Amiran Papinashvili. Aqui, é loteria, qualquer pode ser o resultado. Arrisco bronze.

A ligeiro (48), campeã africana 2013, Taciana Lima que fará a sua estreia por Guiné Bissau em Mundial caiu numa chave bem complicada. Estreia contra a forte sul-coreana, mas deve passar. A maior adversária da atleta da Sogipa dentro da chave é a n° 2 Charline Van Snick. Caso vença, terá mais outra pedreira a judoca da Mongólia Otgontsetseg Galbadrakh. Vencendo todas estas carnes-de-pescoço, a semifinal provavelmente será contra a japonesa n° 3 do mundo Asumi Haruna. Bem treinada, pode fazer final contra Sarah Menezes. Mas acho que o bronze está muito bom.

Maria Portela, peso médio (70), após o sorteio, aumentou as suas chances de medalha. A gaúcha deve passar facilmente pelas suas adversárias dentro da sua chave; inclusive, deve fazer as quartas contra a canandense Kelita Zupancic, 2ª do mundo, e certamente deve vender. A maior dificuldade de Portela será na semifinal contra a francesa Lucie Decosse (3ª do mundo). Aposto em medalha.

O outro médio do Rio Grande do Sul é o Eduardo Santos. O sogipano já tem experiência em olimpíadas, mas este será o seu primeiro mundial. A sorte não está muito ao seu lado. Caiu na chave A, da estrela da Geórgia Varlam Liparteliani. Mas deve vencer fácil na estreia contra o sueco Dvarby Joakim e acredito que vença a segunda luta entre o italiano Walter Facente e o árabe Mihail Marchitan. A coisa começa a complicar se enfrentar o tcheco Alexandr Jurecka. Mas se chegar até as quartas contra o líder do ranking, pode ser que o bronze surja. Caminho bem espinhoso do Santos. Não chega às medalhas.

Sem a norte-americana Kayla Harrison pelo caminho, as coisas ficaram facilitadas para a Mayra Aguiar, meio-pesado (78). A judoca não terá maiores complicações dentro da sua chave até enfrentar a japonesa Akari Ogata. A nipônica já venceu algumas vezes, mas a gaúcha tem todas as condições de vencê-la. Na semifinal deve vencer qualquer que seja a adversária. Acredito na francesa Lucie Louette. O problema está em saber quem será a sua adversária na final se a francesa Audrey Tcheumeo ou a húngara Joo Abigel. Acredito em ouro. Vence qualquer uma.

O gaúcho Renan Nunes (100) estreia contra o alemão Dimitri Peters. Luta muito difícil. Talvez seja o adversário mais difícil na estreia dos gaúchos. Passando, a próxima luta é contra o mexicano Sérgio Garcia. Luta tranquila para o brasileiro. Elmar Gasimov, do Azerbaijão, pode ser o adversário caso sai adiante. Dificuldades enormes contra o europeu. Se estiver num dia bom, Renan pode chegar nas quartas e se bater contra o n° 1 do mundo o holandês Henk Grol. Se chegar até aqui, já pode considerar medalhista. Mas é muito difícil.

Enfim, acredito em ouro para Mayra Aguiar; bronze, para Kitadai, Maria Portela e Taciana Lima. Renan Nunes e Eduardo Santos, 5° e 9° respectivamente.

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Sobre Walter Boehl

Jornalista, formado pela PUCRS, editor-chefe do site Portal do Judô. Colaborador da revista Budô. Faixa-preta de judô. Graduando de Educação Física na UFRGS.