Willy Schneider, um samurai

Com apenas quatro anos de idade e provavelmente com não mais de um metro de altura, Willy Adolfo Schneider começou a praticar uma luta que requer muita disciplina e concentração: […]

Com apenas quatro anos de idade e provavelmente com não mais de um metro de altura, Willy Adolfo Schneider começou a praticar uma luta que requer muita disciplina e concentração: o judô.

Tudo começou por causa de seu pai Juarez Schneider que adorava assistir filmes de luta, e assim acabou levando seus três filhos para a prática do judô. Juarez se envolveu tanto nesta pratica que se tornou Diretor deste esporte no Grêmio FBPA, entre os anos de 1988 e 1993, período, aliás, que dois dos seus filhos foram campeões brasileiros, dentre eles Willy, motivo este de muito orgulho ao pai coruja. A mãe Ruth, artista plástica, sempre deu a maior força.

Nestas ultimas quatro décadas, Willy não cansou de pisar nos tatames, a sua presença é como competidor e como professor. Gosta muito de poder compartilhar todo o seu aprendizado ministrando aulas para crianças carentes na escola Eugênia Conte desde 2008, como também para as crianças da Escola Crescer onde está há quase um ano.

Portal do Judô - Onde e que ano começou no judô?

Willy Schneider - Comecei no Grêmio em 1976 com o professor Antônio Fontoura e o professor Oswaldo Monteiro.

Portal do Judô - Como o judô surgiu em sua vida?

Willy Schneider - Meu falecido pai (Juarez Schneider) colocou o meu irmão mais velho (Cesar Rodolfo - Toquinho) no esporte, pensando que o judô fosse o mesmo esporte que o de Bruce Lee. Assim, eu e meus irmãos entramos no judô.

Portal do Judô - Quem te levou e quem é o teu maior incentivador?

Willy Schneider - Meus pais eram os meus maiores incentivadores, porém, quando criança quem mais me levava nos treinos de judô era a minha mãe. Eu lembro quando criança, que a minha mãe incentiva dizendo, que se treinássemos a semana inteira, na sexta-feira a gente iria comer “cachorro-quente”… Então, não perdia nenhum treino para que na sexta-fera pudéssemos comer o tal cachorro-quente.

Atualmente o meu maior incentivador é sem dúvida o meu filho Vinícius, eu sempre o levo para as competições, quando estou bem preparado fisicamente e sei que tenho condições de fazer uma boa apresentação.

Portal do Judô - Quem são os seus ídolos no judô?

Willy Schneider - Na década de 80, gostava muito de ver as lutas do Sérgio Pessoa e dos irmãos Onmura. Na década de 90, sem dúvida foi Aurélio Miguel. No novo milênio, acompanhei muito o nosso João Derly. Nestes últimos anos, a nossa judoca Mayra Aguiar vem se destacando nos tatames internacionais.

Portal do Judô – Quais os clubes ou academias que treinastes?

Willy Schneider - Comecei a treinar em 1976 no Grêmio; em 1994 entrei na ULBRA onde eu tinha 50% de bolsa de estudo em alguns semestres e após minha formatura me transferi para o G.N. Gaúcho clube que estou até o momento.

Portal do Judô - Como está sendo o seu treinamento?

Willy Schneider - Sempre gostei de treinar para competir, sempre fui competidor, porém nos últimos anos (desde 2010) tenho mais dado aulas do que treinado. Atualmente, treino apenas uma vez por semana.

Portal do Judô - Quais as competições que pretender lutar este ano?

Willy Schneider - Nestes últimos anos, eu só tenho disputado o Citadino, Estadual, Brasileiro e Sulamericano.

Portal do Judô - Alguma competição ou conquista te marcou mais?

Willy Schneider - As duas competições que não saem da minha memória foram: a final do brasileiro de 2007 onde tive uma hiperextensão do cotovelo na luta final nos primeiros 30 segundos de luta, onde consegui uma vantagem de koka (antiga pontuação mínima), e levei o resultado por mais dois minutos com muita dor, sendo que, faltando 15 segundos para encerrar o combate, ainda consegui imobilizar o meu oponente e ser campeão brasileiro. Foi inesquecível subir no lugar mais alto do pódio com o braço lesado. Depois, foram as quatro medalhas de ouro que conquistei no Panamericano do Canadá em 2008, a conquista foi através das categorias que venci no M1 (Máster 1) no M2 (Máster 2) na categoria Absoluto e na disputa por Equipes. Lutei no total 13 lutas, vencendo-as doze por ippon.

Portal do Judô - Você considera qual viagem mais importante que realizaste através do judô?

Willy Schneider - Panamericano Máster no Canadá em 2008; o Mundial Máster na França em 2007 e o Sulamericano Júnior em 1990 no Peru.

Portal do Judô - Destaque um momento importante nesta tua carreira como judoca?

Willy Schneider - Em 1990, foi um momento diferenciado, onde eu e o meu falecido irmão Juarez Loberti venceríamos naquela época os brasileiros. Recordo-me que o meu pai era diretor do Grêmio Futebol Porto-alegrense e tínhamos um patrocínio da Lacesa para competir. Foi também naquele período que representei o Brasil na seleção júnior no Peru.

Portal do Judô - Se não fizesse judô seria? Por quê?

Willy Schneider - Se eu não fizesse judô, talvez seguisse na área da informática, na qual eu me formei em 2000. Porém, o amor pelo esporte, pela Educação Física fez com que eu buscasse outro conhecimento, assim, resolvi fazer a Educação Física para complementar algo que faltava na minha vida.

FICHA TÉCNICA

Nome Willy Schneider
Data de nascimento 31/03/1972
Local de nascimento Porto Alegre
N° inscrição na FGJ 5.202
Graduação San-Dan
Clube G.N. Gaúcho
Classe Veteranos 1, 2 e 3
Peso Leve (-73 kg)
Treinamento
  • 1 a 2 vezes semanal - quando não estou competindo
  • 3 a 4 vezes semanal para competição internacional
Patrocínio Sem apoio
Lugar onde sonha lutar Sem dúvida no Japão
Objetivos no judô Ter a minha sede - Judô Schneider
Outro esporte Jiu-jitsu
Maior sonho Conquistar o mundial Máster - projeto para 2014
Títulos
  • 16 vezes campeão Estadual
  • 2 vezes campeão Brasileiro
  • 1 vez campeão Sulamericano
  • 3 vezes campeão Panamericano
Facebook -
Twitter -
Uma frase Lembro-me de uma frase de um filme antigo: Desistir nunca, render-se jamais!

 

Para ver, clique nas fotos da galeria:

Seja sociável, compartilhe!

Sobre Portal do Judô

O melhor site de notícias sobre judô do Rio Grande do Sul.