Considerações por Paulo Guimarães ao episódio em Tramandaí

Após o desconforto ocorrido na abertura da 9ª Copa Tramandaí, no último sábado, o professor Paulo Guimarães, a pedido, vem manifestar suas considerações acerca dos fatos. Eu, professor Paulo Guimarães,...

Após o desconforto ocorrido na abertura da 9ª Copa Tramandaí, no último sábado, o professor Paulo Guimarães, a pedido, vem manifestar suas considerações acerca dos fatos.

Eu, professor Paulo Guimarães, responsável pelo Centro Esportivo Judomar, peço desculpas a toda comunidade judoista do Rio Grande do Sul, ao prefeito de Tramandaí Anderson Hoffmeister, à secretária da pasta do Turismo e Desportos,Tatiane Soares José, e ao vereador Clayton Ramos, que apóiam e sempre apoiaram o judô da região litorânea, pelo ocorrido no último sábado no ginásio de esportes do município.

Para os que se fizeram e, principalmente, aos que não estavam presentes na 9ª Copa Tramandaí de Judô, no sábado, 11/2, quero registrar o meu repúdio, onde, em seu primeiro evento, a nova gestão da Federação Gaúcha de Judô (FGJ) teve a lamentável decisão de proibir de me pronunciar na abertura do evento, como é de costume, pois como todos sabem o anfitrião tem esta prerrogativa. Já é costume, ou melhor, a FGJ a partir do último sábado, em mais um ato nefasto, proibiu qualquer tipo de consideração ou agradecimento.

Quem acompanha as competições de judô sabe que em cada município, região ou clube, o responsável-técnico da localidade - neste caso, a Judomar é de Tramandaí, é a única escola e está a mais de uma década funcionando sem parar – participe da abertura. É de bom alvitre logo no início do evento prestar homenagens e agradecimentos aos parceiros, apoiadores, colaboradores e autoridades locais, o que fui impedido de fazer.

Fica aqui o meu questionamento: por que para Tramandaí foi diferente? Se prestarem a atenção, verão que esta é a 9ª edição da Copa que leva o nome do município e que graças ao empenho, esforço e dedicação, não só meu, Paulo Guimarães, mas dos pais, alunos e amigos do judô, este espaço foi conquistado com muito suor e é em prol de todos que acreditam que a filosofia do Shihan Jigoro Kano pode servir como um meio de agregação social e não uma forma de opressão. Qual é o exemplo que passaremos para as nossas crianças?

Sempre é bom lembrar que o judô em Tramandaí começou naquele mesmo ginásio, com vinte tatames de palha velhos e surrados, colocados em cima do palco do ginásio onde me fora negado, ou melhor, usurpado o direito democrático de agradecer aos clubes, pais, atletas, apoiadores e, também, porque não, aos novos integrantes da Federação Gaúcha de Judô e, em especial, ao professor Maduro, que no passado dividimos o mesmo dojô em nossos treinos na Sogipa.

A alegação da presidência da FGJ, dada a mim, foi que a prefeitura de Tramandaí não tinha colaborado financeiramente com o evento. Tudo bem. Mas quero refrescar a memória de quem sabe e também esclarecer a todos. Por justiça, tenho o dever de dar publicidade que em outros anos e em 2011 a Prefeitura Municipal de Tramandaí repassou aproximadamente R$ 13.000,00 à Federação Gaúcha de Judô, além de ceder o ginásio e toda estrutura; desta vez, ou por problemas burocráticos ou por outros motivos, sei lá, a gestão da FGJ anterior não enviou a documentação necessária para que a verba fosse liberada, como é sabido por todos, trata-se de “dinheiro público” e há leis e prazos a serem respeitados. Sinceramente, não sei qual foi o motivo da gestão 2008-2011 não ter realizado os trâmites, mas o fato é que não foi feito o pedido em tempo hábil.

Pelos motivos aqui expostos, não quero acreditar que eu, por ter participado da chapa de oposição à atual diretoria, venha ser perseguido ou meus alunos prejudicados. Pois, se isto for, não estarão atingindo a mim, mas a toda comunidade e estarão ferindo o espírito e a essência do judô e transgredindo o respeito mútuo que o Shihan Jigoro Kano pregava. Não entendo o argumento das “feridas são recentes”.

Para terminar, hoje, quem administra a FGJ “está presidente” e relembrando que a FGJ é de todos os judocas gaúchos, pais e colaboradores e não de apenas um. Acredito que no esporte não cabe mais este tipo de postura, rancor não leva a nada. Até, ao meu ver, não há porque existir este tipo de sentimento. Vivemos em um país livre e de democracia plena e cada um tem suas convicções, mas inserir isto no meio esportivo ou usar esta forma de opressão para conseguir aliados é um tanto enfadonho.

Paulo Guimarães,

Responsável-técnico da Judomar de Tramandaí.

A pedido

Be Sociable, Share!

Sobre Portal do Judô

O melhor site de notícias sobre judô do Rio Grande do Sul.