Vice presidente Fernando Melo fala sobre a administração da 2ª DRJ

Nome Fernando Melo
Idade 30 anos
Graduação Faixa Preta
Categoria - 73 Kg.
Academia Grêmio Literário Oliveira Castilhos (GLOC)
Cidade Venâncio Aires/RS.
Profissão Advogado e Diretor Legislativo da Câmara Municipal de Venâncio Aires/RS

O advogado Fernando Melo é um faixa preta abnegado trabalhador pelo judô. Formado pelo professor Marco Antônio Pretto, do Grêmio Literário Oliveira Castilhos (GLOC), Venâncio Aires/RS, Melinho, como é conhecido, vem realizando um trabalho exemplar junto à 2ª Delegacia Regional de Judô. Só que o seu lide não se iniciou, em janeiro de 2012, quando foi eleito vice presidente da entidade, Melinho já vem contribuindo com a DRJ desde a gestão de seu amigo Henrique Silva. O judoca do Gloc estudou e formatou o estatuto da entidade; bem como, deu vida à personalidade jurídica da 2ª Delegacia Regional de Judô.

Leiam a entrevista exclusiva cedida ao PORTAL DO JUDÔ, onde o Fernando Melo fala sobre a adminsitração da DRJ.

PORTAL DO JUDÔ - Esta é uma pergunta rotineira, mas que eu considero chave. Como foi a sua iniciação no judô?

FERNANDO MELO - Meu irmão começou a praticar judô na infância, por influência dos colegas de colégio, aí, como todo irmão mais novo, eu quis imitar o irmão mais velho. Ele parou logo, na faixa amarela, se dedicando mais aos livros. Eu iniciei aos sete anos e fiz uma pausa aos dez (também na faixa amarela), depois voltei aos 13 anos e continuo até hoje.

PJ - Vamos falar na parte administrativa do judô. Este ano você assumiu o cargo de vice presidente da DRJ, quais são as principais metas na sua gestão, juntamente com o presidente Juliano Campos?

FM - Na verdade não formulei muitos projetos não. Na nova diretoria eu sou o vice presidente, mas confesso que continuo atuando mais na parte jurídica da 2ª DRJ. O que temos em mente é difundir o judô nos Vales do Taquari e Rio Pardo; dar condições para que os professores ampliem seu trabalho; expandir suas atividades, diversificando os locais de treinos e campeonatos.

PJ - Destes, há algum com data para início?

FM - Sim. O Kangueiko (treino de inverno) tem a nossa maior atenção no momento. Queremos fazer um grande evento e para isso contamos com a presença dos colegas do judô, não apenas os da 2ª DRJ, mas de todo o estado. O treinamento será ministrado pelo professor Daniel Pires e, reforçando, todos estão convidados.

PJ - O que poderá se encontrar neste kangueiko em Venâncio Aires? Faz muitos anos que a região não formava um treinamento destes, há alguma novidade?

FM - O Kangueiko será realizado no dia 7 de julho, na área de treinamento da GLOC e será aberto. Contamos com a presença de todos, principalmente dos professores. O professor Daniel Pires irá comandar o treino. Não preciso nem falar, pois todos conhecem o Daniel, é um excelente judoca, atleta nato e professor da SOGIPA. Garanto que teremos muitas novidades no treino.

PJ - Antes de ser eleito como vice presidente você, como advogado e profundo conhecedor da matéria, trabalhou na reestruturação do estatuto da 2ª DRJ. Quais foram as mudanças feitas? Quais foram as melhorias?

FM - Não foi exatamente uma reestruturação, pois não existia estatuto. O trabalho começou do zero. Durante todos os anos de existência da 2ª delegacia, os tesoureiros administraram a verba como uma conta pessoal, o que prejudicava no momento de fazer as declarações, prestações de contas e até mesmo para conseguir algum patrocínio para a entidade. Na gestão passada, onde o presidente foi o Henrique Silva, montei um projeto para trabalhar em cima da elaboração do estatuto da 2ª DRJ, formando, assim, a “Associação Regional de Judô dos Vales do Taquari e Rio Pardo”, entidade com personalidade jurídica e sem fins lucrativos. Como não pude deixar minhas atividades no escritório, o projeto levou cerca de seis meses até ficar totalmente pronto e ser registrado em cartório.

PJ - Como tem sido o trabalho de vice presidente?

FM - Na verdade não tenho ajudado muito. O Juliano vem tomando a frente da 2ª DRJ, assumindo muito bem o papel de organizador. Continuo na parte jurídica da delegacia e nos eventos ajudo no que for preciso, pesagem, súmulas, até mesmo para servir cafezinho para os mesários (risos), pois juntos formamos uma grande equipe.

PJ - Na qualidade de vice presidente da 2ª DRJ, como avalia este primeiro semestre?

FM - Positivo. O Juliano tem aproveitado muitas ideias da FGJ quanto à organização. Quanto à participação das filiadas, tem sido surpreendente e compensador, pois os colegas estão se empenhando e ajudando na organização dos eventos.

PJ - Quem compõe a atual diretoria da 2ª DRJ?

FM - Temos como presidente o Juliano Campos e eu como vice. O 1° secretário é o Anderson Costa e o 2º secretário é Marco Antônio Pretto. O Henrique Silva é o 1° tesoureiro e o sensei Alécio Alves de Moraes é 2º tesoureiro. Acumulo também a função de assessor jurídico. O Leandro Couto é conselheiro fiscal. No setor de Desenvolvimento de Projetos, Carlos Eurico Pereira.

PJ - Como se encontra o quadro atual de entidades da 2ª DRJ e quantos atletas hoje estão filiados?

FM - Ao todo a 2ª DRJ é composta por quatro academias: GLOC, de Venâncio Aires; UNISC Judô, de Santa Cruz do Sul; ATAJU, de Taquari; e ASSONAJU, de Encruzilhada do Sul; somando mais de 300 atletas filiados.

PJ - Você é um atleta faixa preta da GLOC e vimos que este ano retomou a competir, poderemos esperar um Fernando Melo assíduo nas competições?

FM - Esse é meu primeiro ano no máster e tenho notado algumas diferenças nas competições. Nunca fui um atleta de ponta e nunca me preocupei com isso, sempre tive o judô como meu esporte, minha maneira de manter a saúde e a forma física em dia. Este ano estou competindo novamente por cobrança dos alunos “pô sensei, tu dá aula pra gente, manda a gente competir, mas tu não competes?!”… Mas é uma cobrança saudável, estou gostando de competir novamente e também de rever muitos amigos do judô.

PJ - E os treinamentos como têm sido?

FM - Sempre me mantive nos treinos. Sempre procurei não perder o convívio senão seria um passo para abandonar os tatames. Durante a faculdade treinava muito pouco, em média uma vez por semana, nos sábados ou então em alguma noite que eu faltava aula. Nessa época eu e o Henrique já tínhamos uma parceria de treino e chegamos a treinar uma vez por semana, durante 1 hora, antes de irmos para a faculdade, à noite. Hoje treino três vezes por semana, são as noites que tenho livre entre trabalho, aulas e pós-graduação.

PJ - Você está ministrando aulas de jiu jitsu no GLOC, nos conte quem pode participar, os dias e os horários, como os interessados podem entrar em contato para frequentar as suas aulas?

FM - As aulas de jiu jitsu há tempo vinham sendo solicitadas (exigidas), tanto de mim quanto do professor Henrique, ambos faixas azul de jiu. Nós tínhamos essa ideia de diversificar os treinos, incluindo o jiu jitsu, aí quando o Henrique se formou em Educação Física nos juntamos para dar início ao projeto. Os treinos são nas segundas e quartas às 21 horas, e nos sábados às 17 horas, na academia GLOC. Inicialmente temos uma única turma, formada por adultos, mas o objetivo é ampliar, formando turmas intermediárias e infantis, bem como aumentar os dias de treino. Todos interessados em praticar são bem vindos.

PJ - Deixe algumas palavras para o pessoal do judô.

FM - Hoje um dos melhores “judôs” do mundo está no Rio Grande do Sul, temos muitos exemplos a serem citados, como o João Derly e o Moacir. A 2ª DRJ vem seguindo este exemplo e esperamos possibilitar essa evolução a todos nossos atletas para assim representarem o interior do estado, competindo de igual para igual, mas para isso é necessário muita disciplina e treino. Agradeço a vocês a oportunidade de ser entrevistado e nos colocamos à disposição. Um grande abraço! Oss!

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Sobre Jornalista Walter

Jornalista formado pela Pontifícia Universidade Católica - RS. Judoca desde 1981, o faixa-preta de judô, Walter Boehl, além desta coluna, escreve no Portal Fight, ministra aulas de Defesa Pessoal na Acadepol (Academia de Polícia Civil), de judô em escolas municipais de Porto Alegre.