Romariz deixa a presidência da Federação Metropolitana de Judô após 18 anos

Depois de 18 anos como presidente da Federação Metropolitana de Judô de Brasília (Femeju), Luiz Antônio Soares Romariz está fora da entidade. Em assembleia realizada nesta quinta-feira, no Sesi de...

Depois de 18 anos como presidente da Federação Metropolitana de Judô de Brasília (Femeju), Luiz Antônio Soares Romariz está fora da entidade. Em assembleia realizada nesta quinta-feira, no Sesi de Taguatinga, ele e toda a sua diretoria oficializaram a saída, motivada por problemas com a Justiça. Na despedida, o agora ex-mandatário fez um discurso emocionado explicando os motivos de deixar o cargo.

Ficou decidido que uma comissão provisória, formada por pais de alunos, professores e atletas, vai comandar a Femeju enquanto uma nova diretoria é definida. “Foi um desfecho muito positivo. Acredito que esse dia representa uma reunificação do judô de Brasília”, afirmou José Carlos da Silva, membro da comissão provisória.

O atleta Sílvio Bezerra também se mostrou satisfeito com a decisão. “Acredito que a comissão vai arrumar a casa e tornar o judô de Brasília mais democrático e aberto a todos”, declarou. A Femeju pretende anunciar a nova diretoria no período de quatro a seis meses.

O motivo para Romariz deixar o cargo após um reinado que durou quase duas décadas foi uma ação ajuizada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) em 2005. No processo, o órgão relata que em maio de 1999 o então secretário de Esporte, Wagner Marques, liberou, sem licitação, R$ 24.345 para a Femeju custear o I Torneio Nacional de Judô do DF, disputado em junho daquele ano.

O Tribunal de Contas do DF considerou o uso indevido dos recursos e alertou o MPDFT sobre a necessidade de instaurar tomada de contas. Romariz, a Femeju e outros dois réus, incluindo Wagner Marques, foram condenados por improbidade administrativa. Todos terão de pagar multa equivalente a duas vezes o montante liberado pela secretaria. Também tiveram os direitos políticos cassados por cinco anos, assim como as funções públicas exercidas. Para piorara a situação da federação, a entidade ficou impedida de receber recursos públicos pelo mesmo período.

Correio Braziliense

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