O judoca da Sogipa, o carioca Rodrigo Luna, contará um pouco da sua chegada ao sul do Brasil e os momentos difíceis passados e como fez para superar, quando teve o ligamento cruzado anterior do joelho direito rompido em abril deste ano.
RODRIGO LUNA: comecei minha trajetória este ano na Sogipa, clube o qual tinha ótimas referências sobre sua estrutura e o trabalho sério realizado. Então não tive dúvidas de sair do Rio de Janeiro, juntamente com meu irmão Guilherme, para defender as cores da Sogipa.
Quando chequei, em janeiro deste ano, em Porto Alegre, logo percebi que na Sogipa eu cresceria muito e, obviamente, alcançaria muitas conquistas. Neste mesmo mês, já estava treinando num ritmo frenético. A intensidade de trabalho era ótima. Em toda a minha história no judô, nunca havia alcançado um nível tão bom de preparação física e técnica. Cada vez mais, me sentia melhor, mais forte e mais confiante. Os meses foram passando e a preparação física e técnica melhorando. Contudo, por uma obra do destino, em 28 de abril, durante um treinamento, tive o ligamento cruzado do joelho direito rompido. Na hora percebi que havia rompido. Pois, já havia passado por esta triste experiência, pois o ligamento do joelho esquerdo já havia sido rompido. Então, sabia como era. Após realizar ressonância magnética e ser avaliado pelo médico do clube Doutor Flores, veio a confirmação do que já era suspeito.
Por alguns dias fiquei abatido. Então, fui conversar com meu treinador Antônio Carlos Pereira, o Kiko, e pedi para viajar ao Rio de Janeiro, local onde minha família reside. Pedido fora prontamente concedido e voei para casa. Durante a minha estada em solo carioca, veio vários flashes do que eu precisaria realizar para recuperar o joelho. Como teria que me dedicar para voltar o mais rápido possível para cima do tatame. Na minha cabeça, não parava de pensar nas competições que perderia e o quanto tinha sido difícil chegar numa Seleção Brasileira. Porém, com o apoio dos meus familiares, meus pais, primos, tios e amigos, me fortaleci e voltei pra Porto Alegre para realizar a cirurgia.
Chegando a Porto Alegre, fui direto conversar com o médico Flores. Marcamos o dia da cirurgia. Minha mãe veio do Rio de Janeiro. Tirou licença do trabalho para ficar ao meu lado no dia da intervenção cirúrgica e nos primeiro dias pós-operatório. Sem dúvida que a presença da minha mãe neste período foi super importante. Ela me fortaleceu em muito. A cirurgia foi um sucesso.
Passado este contratempo, nova etapa. Agora, era trabalhar duro na fisioterapia. Nos primeiros dias, uma enorme dificuldade pra andar, muita dor. Mas ao longo do tempo e me dedicando duas vezes ao dia à fisioterapia e pelo excelente trabalho da fisioterapeuta Paula, estou tendo uma recuperação excelente.
Após 20 dias de cirurgia, comecei mais uma etapa: voltar a trabalhar os membros superiores. Comecei o treinamento com o preparador físico Gerimar.
Atualmente, depois de completar quase dois meses, estou num tratamento intensivo na qual faço piscina, duas vezes por dia fisioterapia e musculação.
Quero agradecer pelo apoio dos meus companheiros de treino pela força que eles tem me passado. Quero agradecer o apoio dos dirigentes pela confiança em mim. Quero agradecer ao meu irmão que mora comigo e que foi fundamental para minha recuperação. Quero agradecer ao apoio da minha namorada que consegue me deixar feliz nesse momento difícil que estou passando e, por fim, quero agradecer a minha mãe, pois sem ela eu não seria o atleta que sou.
Abraço, Rodrigo Luna.
Por Miguel Noronha

















Pow mano, eu tb sou um atleta maxucado de PErnambuco, rompi o LCA to voltando depois de anos a competir e a treinar forte! Força pra nós!
Judô é VIDA!