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Apostila de Judô


O Nascimento do Judô

Jigoro Kano nasceu a 28 de Outubro de 1860, em Hamahigashi, vila de Mikage - hoje parte da cidade de Kobe - Prefeitura de Hyogo, Japão. É o terceiro de uma família de três homens e duas mulheres. Nos seus primeiros anos de vida, era fraco fisicamente. Herdou o apelido, Kano, de sua mãe Sadako, que era a filha a mais velha de um rico fabricante de cerveja de Nada, Prefeitura de Shiga. Uma vez que não havia um filho varão para herdar o negócio da família e para fazer perdurar o nome da família, quando Jirosaku a desposou consentiu em tornar-se membro da casa de Kano passando a usar o nome de família da sua noiva.

Quando Jigoro tinha, em 1869, somente nove anos, a sua adorada mãe faleceu e Jirosaku Kano decidiu-se mandar o seu filho Jigoro, acompanhado pelo irmão mais velho, Kensaku, para a pequena escola particular de Seisatsusho Juku, em Tóquio.

Já reconhecido como um excelente estudante, em 1873, Jigoro passou para Ikuei Giguku, uma escola onde cada disciplina era ensinada por professores Europeus, sendo o idioma das lições inglês ou alemão. O ano que passou nesta escola foi muito duro já que era freqüentemente agredido pelos colegas mais velhos e mesmo pelos seus companheiros de quarto.

No ano seguinte, entrou na escola de línguas estrangeiras de Tóquio e, em 1875, inscreveu-se em Kaisei uma escola reservada à elite, que mais tarde seria nomeada Universidade Imperial de Tokyo. Infelizmente para ele também aqui a tradição de agredir e espancar os novos estudantes eram comum.

Um dia, já com 15 anos, ele ouve Nakai Baisei - um antigo membro da guarda pessoal do shogun - dizer que o Ju-jutsu é um excelente método de treino físico. Resolve, pois, pedir a Baisei que lhe ensine esta arte, mas ele recusa, repostando que o Ju-jutsu é uma coisa do passado, completamente inadequado para um menino como ele.

Mas Kano estava firmemente decidido a aprender Ju-jutsu, e assim, em 1877, encontra um pequeno dojô no distrito de Nihonbashi conduzido por Mestre Hachinosuke Fukuda da linha Tenshin Shinyo de Ju-jutsu.

Apesar da sua fraqueza física, cedo se revela um bom estudante de Ju-jutsu e assim, dois anos mais tarde, em 1879, quando se organizou uma demonstração de Budô em honra do presidente Ulysses Grant, dos Estados Unidos, Jigoro Kano foi um dos estudantes escolhidos por Fukuda Sensei para participar. A entusiástica reação do Presidente, afirmando que o Ju-jutsu deveria ser mostrado a todo o mundo, marca profundamente Kano.

Nove dias depois da demonstração, infelizmente, Fukuda Sensei morre. Kano, agora com vinte anos, é nomeado pela família do mestre como o responsável do dojô. Bem ciente da sua inexperiência procura por Iso Sensei -o Mestre que emparceirara com Fukuda Sensei durante a demonstração perante o Presidente Grant - e torna-se seu assistente.

No ano seguinte, durante uma demonstração de Yoshin Ju-jutsu executada na Universidade Imperial de Tokyo, pede para defrontar-se em Randori com Ichimon Tozuka o filho de Mestre Hikosuke Tozuka. Kano sente-se esmagado por algumas das técnicas de Yoshin-ryu Ju-jutsu e apercebe-se que a evolução do Ju-jutsu, não consiste em fixar-se num determinado método ou escola, mas sim em incorporar o que há de melhor em cada um, criando um método inteiramente novo.

Morre o seu Mestre Isso, em Junho 1881. No mês seguinte, Jigoro Kano obtém a sua licenciatura pelo Departamento da Literatura da Universidade de Tóquio e reinscreve-se, logo de seguida, num curso especial anual de filosofia.

Tem de procurar um novo professor de Ju-jutsu, assim, através de uma carta de recomendação, chega a Iikubo Mestre da linhagem Kito-ryu de Ju-jutsu, transformando-se num estudante dessa escola.

Em Fevereiro de 1882, com o acordo de seu mestre, Jigoro Kano, agora com 22 anos, leva consigo nove dos seus mais próximos estudantes do dojô de
Kito-ryu, e funda o seu próprio dojô no templo de Eishoji. Duas ou três vezes por semana Iikubo Sensei vai ao templo ajudar a treinar os estudantes de Kano.

Kano batiza o dojô de Kodokan e passa a dedicar-se à formulação de um sistema de Ju-jutsu reformado fundado em princípios científicos, integrando o combate com a instrução mental e física. Do Kito-ryu adota o “katame waza” (técnicas no chão) e o “atemi-waza” (técnicas de projeção), mantendo as técnicas que se conformam aos princípios científicos e rejeitando todas as outras. Todas as técnicas prejudiciais e perigosas também são eliminadas.

Em 1884, são promulgados os Estatutos do Kodokan e Kano declara: “juntando as aptidões que adquiri junto das várias escolas de ju-jutsu, e adicionando meus próprios dispositivos e invenções, fundei um sistema novo para a cultura física treino mental e treino de competição. A este método eu chamo Judô Kodokan”.

A sua paixão pela educação levou-o em 1885, com somente 25 anos de idade, ao lugar de Reitor de Gakushuin. Ali impôs uma disciplina estrita permitindo que os estudantes fossem para somente aos fins de semana, obrigando-os executar tarefas menores e ensinando-lhes humildade. Propôs também um ato revolucionário para a época ao abrir as portas da escola aos comuns. O ambiente interno mudou por completo sob a administração de Kano, e não surpreende que os pais dos estudantes ficassem cheios de admiração pelas maravilhas operadas em Gakushuin.

Naquela época gerou-se uma feroz rivalidade entre os seguidores do Ju-jutsu tradicional e os adeptos do Judô. Porém, em breve, a superioridade do judô se tornaria evidente, especialmente após o Torneio de Artes Marciais de 1886 onde, em 15 encontros com escolas de Ju-jutsu, o Judô Kodokan venceu 12, perdeu dois e empatou um.

Uma vez firmemente estabelecidas às bases do Kodokan, os pensamentos de Kano viraram-se para a propagação do Judô num âmbito nacional e eventualmente por todo o mundo. De fato, Kano embarcou para a sua primeira visita ultramarina em 1889, pelos auspícios do Ministério da Educação, encarregado de efetuar uma investigação sobre a os métodos educativos na Europa e aproveitou para espalhar as novidades sobre o novo desporto japonês - o judô.

Em 1894, um corpo consultivo foi criado, o Conselho do Kodokan. O Kodokan transformou-se oficialmente uma fundação em Maio de 1909. No mesmo ano Jigoro Kano foi eleito como representante Japonês do Comitê Olímpico Internacional.

Em abril de 1911 é criado o Departamento de Formação de Instrutores de judô. Em 1912, Kano tinha feito nada menos que nove viagens para fora do Japão com o objetivo de despertar o interesse pelo novo desporto japonês. Em 1922, foi criada a Associação dos Dan’s do Kodokan.

Em 1926 o judô substitui o Ju-jutsu como disciplina oficial do programa de educação física das escolas japonesas.

Em 1932 é fundada a Sociedade de Investigação Médica em judô. No mesmo ano o Presidente do Município de Tóquio sugere, durante uma visita ao Kodokan, que Tóquio seja sede dos Jogos Olímpicos de 1940. Kano viaja para Los Angeles para participar na 10ª Olimpíada.

Em 1934 o Kodokan comemora o seu 50º aniversário. No mesmo ano Jigoro Kano visita Paris para encontrar-se com membros do COI para discutir a
oferta de Tóquio para hospedar os Jogos Olímpicos de 1940.

Em 1935 Kano recebe o prêmio Asahi para contribuições proeminentes nos campos da arte, ciência e desporto. Três anos mais tarde participa numa reunião do COI, que ocorre no Cairo, e consegue que Tóquio seja aceite como local para a realização das Olimpíadas de 1940 nas quais o judô deveria ser incluído primeira vez como um das modalidades.

No regresso dessa conferência a bordo os SS Hikawa Maru, contrai uma pneumonia e morre a quatro de Maio de 1938, com 78 anos.


Métodos de treinamento

Kata: significa “formas”, é um sistema de movimentos pré-estabelecidos visando ao aprendizado dos fundamentos de ataque e defesa. Inclui, quedas; socos; punhaladas e inúmeras outras técnicas que somente podem ser utilizadas como movimentos pré-estabelecidos, onde, cada participante sabe o que o outro irá realizar.

Randori: significa “prática livre”. Cada participante trata o outro como se estivesse em uma disputa. Podendo derrubá-lo; estrangula-lo e aplicar chaves nas articulações, não podendo porém, aplicar recursos não apropriados tais como, socos e chutes.

A principal condição no randori é a de que os participantes não devem causar danos uns aos outros, seguindo normas de gentileza obrigatórias, objetivando a absorção de seus benefícios.

O randori pode ser praticado como método de ataque e defesa ou como método de educação física, observando-se sempre o princípio da máxima eficiência. O objetivo do treinamento físico sistemático é aperfeiçoar o controle da mente e do corpo, preparando a pessoa para enfrentar qualquer emergência ou ataque, seja acidental ou intencional.


Treinando a mente

O kata e o randori são ambos, formas de treinamento mental, sendo o randori mais eficaz. No randori, deve-se identificar a fraqueza do adversário e estar sempre pronto para atacá-lo com todos os recursos disponíveis, quando a oportunidade surgir, sem violar as regras do Judô.

A prática do randori torna o estudante sério, sincero, solícito, cauteloso e deliberado em suas ações. Ao mesmo tempo em que aprende a tomar decisões rápidas e agir com presteza tanto para atacar como para defender. No randori não há lugar para os indecisos.

No randori nunca existe a certeza de qual técnica o oponente irá utilizar, assim, deve-se manter sempre a guarda. A atenção, observação, imaginação e o julgamento , são naturalmente desenvolvidos, como atributos a serem utilizados não só no dojô como no dia a dia.

Durante o randori, são verificadas as complexas relações físico-mentais existentes entre os dois praticantes. Com o Randori aprendemos e compreendemos o princípio da máxima eficiência, mesmo quando somos fisicamente mais fortes. É muito mais difícil vencer utilizando técnica do que utilizando força bruta. Este princípio, pode ser aplicado a vida diária.

Os estudantes aprendem que a persuasão é em última análise mais eficiente que a coação. Outro aprendizado do randori é a aplicação da quantidade correta de força; nunca superior; nunca inferior à necessária.

No randori, ocasionalmente nos defrontamos com um oponente agressivo e que deseja vencer a qualquer custo. Aprendemos nos treinamentos que não devemos resistir diretamente com força, mas sim movimentar o oponente até que sua fúria e força sejam exauridas, para então atacar.

Este aprendizado pode ser utilizado quando nos defrontamos com uma pessoa na vida diária. Desde que os argumentos que estejamos utilizando tenham efeito sobre ela, podemos esperar que se acalme. Estes são alguns exemplos da contribuição do randori para o treinamento da mente dos jovens.

Treinamento ético

Procuremos entender como o princípio da máxima eficiência contribui para o desenvolvimento da ética. Existem pessoas agressivas por natureza que se irritam pela mais insignificante razão. O Judô pode ensinar a essas pessoas como se autocontrolar.

Através do treinamento, elas aprendem rapidamente que a raiva é uma perda de energia, que só provoca efeitos negativos, não só à própria pessoa como também aos outros. O treinamento do Judô é extremamente benéfico para os que possuem pouca confiança em si, devido a fracassos anteriores.

O Judô nos ensina a descobrir o melhor caminho para agir. Aprendemos que em qualquer circunstância, a preocupação é um desperdício de energia. O paradoxo é que o homem que falha e o que obtém sucesso, estão na mesma posição. Cada um necessita decidir a próxima ação; escolher o curso que o levará ao futuro.

O aprendizado do Judô dá a cada um, o mesmo potencial para o sucesso, tirando o homem do estado de letargia e desapontamento. Levado-o a um estado de vigorosa atividade. Um outro tipo que pode beneficiar-se da prática do Judô é o descontente crônico, que está sempre pronto a por a culpa de seus erros nos outros. Essas pessoas apreendem que o modo negativo como sua mente pensa é contra o princípio da máxima eficiência e que viver conforme este princípio é a chave para uma mudança de seu estado mental.


A importância do treinamento regular

O valor real do Judô somente aparece como resultado da prática regular. Para obter-se os benefícios físicos e mentais do Judô, a prática regular e contínua deve ser observada.

Fundamentos básicos

Judogui é o uniforme utilizado na prática do JUDÔ. Deve ser mantido limpo e em bom estado. A primeira coisa que se deve aprender é como vesti-lo e amarrar a faixa em volta da cintura.

Graduação: os praticantes de JUDÔ são classificados conforme o grau de desenvolvimento de suas habilidades e conhecimento.

Classificação da cor da faixa

Faixa Branca (mo kyu) iniciantes

Faixa Preta 2º grau (ni dan)

Faixa Cinza (nana kyu)

Faixa Preta 3º grau (san dan)

Faixa Azul (do kyu)

Faixa Preta 4º grau (yon dan)

Faixa Amarela (go kyu)

Faixa Preta 5º grau (go dan)

Faixa Laranja (yon kyu)

Faixa Vermelha e Branca 6º grau (roku dan)

Faixa Verde (san kyu)

Faixa Vermelha e Branca 7º grau (hiti dan)

Faixa Roxa (ni kyu)

Faixa Vermelha e Branca 8º grau (hati dan)

Faixa Marrom (iti kyu)

Faixa Vermelha 9º grau (kyu dan)

Faixa Preta 1º grau (sho dan)

Faixa Vermelha 10º grau (dyu dan)

Etiqueta e Saudações

Tradicionalmente, antes e depois dos treinamentos, os estudantes devem fazer reverências, demonstrando respeito e tradição; agradecendo pela oportunidade de desenvolver sua técnica. Estas reverências podem ser realizadas na posição sentada, mais formal, zarei.

ZAREI – saudação de joelhos;

RITSUREI – saudação na posição de pé.

Estas reverências devem ser sinceras, demonstrando respeito e consideração.

O DOJO (sala de treinamento) é um local de concentração, onde devem ser adotados comportamentos adequados. A higiene pessoal é também importante; as unhas devem estar cortadas rente, evitando ferimentos. O judogui deve ser lavado com regularidade e estar sempre em bom estado. Os praticantes devem também se alimentar, beber e dormir com moderação.

Posturas

Natural Básica

Natural

Direita / Esquerda

Shizen Hontai

Migi Shizentai / Hidari Shizentai

Defesa Básica

Defesa

Direita / Esquerda

Jigo Hontai

Migi Jigotai / Hidari Jigotai

Formas de pegadas no judogui kumikata

Nas formas de pegadas são utilizadas os diferentes tipos de posturas; por exemplo:

Shizen Hontai

Jigo Hontai

A força empregada deve ser suficiente apenas para manter o oponente seguro, permitindo que a posição de pegada seja trocada de forma rápida e fácil; impedindo que o oponente tire vantagem da situação.

Após aprender a utilizar as formas básicas, deve ser experimentada a utilização de outras formas, até que seja encontrada a que funciona melhor para cada técnica.

A forma básica é: segurar a lapela esquerda com a mão direita na altura do ombro e com a mão esquerda à manga direita na altura do cotovelo.

Formas de andar e deslocamentos do corpo

Os movimentos para trás, para frente e para os lados, são chamados de Shintai. Quando em movimento, os pés devem deslizar. A forma natural de andar é chamada de Ayumi-Ashi.

A forma mais utilizada, quando em confronto com um oponente é chamada de Tsugi-Ashi. Quando um dos pés desloca-se, o outro segue seu movimento sem nunca ultrapassá-lo.

Os passos devem ser curtos e os pés nunca devem tocar-se. O movimento pode ser realizado para frente, como para trás, assim como lateralmente ou em diagonal.

Tai-Sabaki é o termo utilizado para designar o controle do copo. Envolve movimentos de rotação que devem ser rápidos e naturais. O corpo deve mover-se com suavidade, mantendo-se sempre o equilíbrio. O domínio do Tai-Sabaki é a chave para a perfeita execução das técnicas de quedas.

Tai-Sabaki consiste dos seguintes movimentos básicos:

MAE SABAKI: um dos pés avança seguido imediatamente pelo outro; colocando-se em um ângulo de 90º em relação ao adversário.

USHIRO SABAKI: a posição é modificada através do recuo de um dos pés e pelo giro do outro, colocando-se em um angulo de 90º em relação ao adversário.

MAE-MAWARI SABAKI: a posição é mudada através do avanço de um dos pés em diagonal, pelo seu giro e pelo deslocamento do outro até colocar-se em um angulo de 180º em relação ao adversário.

Desequilíbrio - Kuzushi

O desequilíbrio é vital para a utilização eficiente da força. É um importante fator na execução das técnicas de quedas. Quando um oponente está desequilibrado, fica impedido de utilizar toda a sua força, perdendo assim o controle sobre si mesmo.

O desequilíbrio é conseguido basicamente, empurrando-se e puxando-se o adversário; não só com os braços, mas com a utilização de todo o corpo. Existem oito formas ou posições de desequilíbrio. É indispensável seu entendimento e utilização para o aprendizado das técnicas de JUDÔ.

Para Frente

Para Trás

Lado Direito

Lado Esquerdo

Para Frente

Para Frente

Diagonal Direita

Diagonal Esquerda

Para Trás

Para Trás

Diagonal Direita

Diagonal Esquerda

Se o oponente empurrar, ceda, puxando-o, aplicando seu kuzushi. Se o oponente puxar, empurre-o.

Fases da Projeção

Para executar uma técnica de projeção, são necessárias três fases distintas:

Desequilíbrio - kuzushi

Posicionamento -Tsukuri

Aplicação - Kake

A primeira fase é a de desequilíbrio. A segunda é a de posicionamento, quando, quem executa a projeção, coloca-se na posição necessária a execução da terceira fase.

A terceira fase é a da aplicação. Sem um bom Tsukuri, não se consegue uma boa aplicação, Kake, da técnica. Podendo causar danos musculares ou as articulações e ossos.

Portanto sem um bom Tsukuri não se consegue derrubar um adversário mais forte. Os iniciantes devem concentrar-se no aprendizado de Tsukuri antes do Kake.

Técnicas de como cair

Ukemi

Antes do treinamento das técnicas de projeção ou do randori é indispensável o aprendizado das técnicas de Como Cair, chamadas de Ukemi, que devem ser treinadas exaustivamente tanto para o lado direito como para o lado esquerdo. As formas de cair são quatro:

Para Trás - Ushiro

Para os Lados - Yoko

Para Frente - Mae

Para Frente Rolando - Zenpo Kaiten

Os principais pontos que devem ser levados em consideração quando se está caindo são:

Bater com força uma ou ambas as mãos espalmadas no tatame;

Curvar o pescoço, encostando o queixo no peito, evitando que a cabeça bata no tatame quando da queda;

A forma de cair Para Frente, proporciona proteção em algumas situações; mas em quedas onde a força ou o peso é grande, deve-se utilizar o rolamento para frente.

O rolamento para frente deve ser treinado inicialmente partindo-se de uma posição estática. A partir do momento em que o movimento tornar-se natural e suave, deve ser praticado em movimento e finalmente por cima de obstáculos.

Classificação das Técnicas Waza

Todas as técnicas do JUDÔ são classificadas em três categorias:

Técnicas de Projeção Nage Waza

Técnicas de Domínio Katame Waza

Técnicas de Golpes Contundentes Atemi Waza

As técnicas de projeção subdividem-se em:

Técnicas aplicadas:

Utilizando as Mãos - Te Waza;

Em Pé - Tachi Waza;

Utilizando o Quadril - Koshi Waza;

Utilizando os Pés e Pernas - Ashi Waza.


Esta classificação refere-se a parte do corpo utilizada para a execução da projeção.

Técnicas de sacrifício sutemi waza

Quem aplica a projeção, sacrifica seu equilíbrio para desequilibrar (kuzushi) o adversário.

Para Trás - Ma Sutemi Waza


Para o lado - Yoko Sutemi Waza.

As técnicas de domínio subdividem-se em:

Técnicas de Imobilização Osae-komi Waza;

Técnicas de Estrangulamento Shime Waza;

Técnicas de chaves nas articulações kansetsu waza.

O termo ne waza (técnicas de chão) é utilizado com freqüência e de forma errada para identificar as técnicas de domínio (Katame waza), pois alguns estrangulamentos e chaves podem ser também aplicados na posição em pé.

Assim, pela terminologia, as técnicas de domínio, permitem subjugar um adversário através de imobilizações, estrangulamentos ou chaves nas articulações.

Técnicas de golpes contundentes atemi waza

As técnicas de golpes contundentes têm como objetivo a autodefesa. São aplicadas em ponto vitais, provocando dor, perda de consciência ou até a morte. Devem ser aplicadas somente como último recurso em casos de extrema necessidade. Estas técnicas nunca são utilizadas em competições ou randori; somente na forma de katas.

Estas técnicas subdividem-se em:

Golpes com a Mão e o Braço

Com os dedos Yubisaki Ate

Com a mão fechada (soco) Kobushi Ate

Com a mão aberta (cutelada) Tegatana Ate

Com o cotovelo Hiji Ate

Golpes com o Pé e a Perna

Com o Pé (chute) Sekito Ate

Com o Tornozelo Kakato Ate

Com o joelho Hiza Gashira Ate

O Gokyo

Os cinco princípios

O Gokyo é um conjunto de cinco grupos de oito técnicas de projeção, organizadas de forma pedagógica por Jigoro Kano com ajuda dos mestres Yokoyama, Yamashita, Nagaoka e Iitsuka.

Cada grupo permite o aprendizado progressivo das diversas projeções, partindo das que exigem reduzida habilidade e esforço físico, até as que exigem considerável controle da força.

1º Grupo

5º Kyu

2º Grupo

4º Kyu

3º Grupo

3º Kyu

4º Grupo

2º Kyu

5º Grupo

1º Kyu

Em 1982, foi adicionado um sexto grupo de técnicas e 17 técnicas novas foram reconhecidas oficialmente.

Em 1997, foram reconhecidas oficialmente mais duas técnicas.

Sode tsurikomi goshi

Ippon seoi nage

As técnicas (“wazas”) são divididas em dois grandes grupos:

Nage waza (67 técnicas de projeção)

Katame waza (29 técnicas de solo)

Por sua vez, tanto o Nage waza quanto o Katame waza são divididos em sub grupos:

NAGE WAZA

Te waza (15 tec. de mão)

Koshi waza (11 tec . de quadril)

Ashi waza (21 tec. de perna e/ou pé)

Sutemi waza (20 tec .de sacrifício)

KATAME WAZA

Osae komi waza (7 tec. de imobilização)

Shime waza (12 tec. de estrangulamento)

Kansetsu waza (10 chaves de articulação)

Nage waza: grupos, história & didática.

TE WAZA

KOSHI WAZA

ASHI WAZA

SUTEMI WAZA


Mais um pouco de história

Em 1895 foi estipulado o “Go Kyo no Waza” com fins didáticos. Quarenta e duas técnicas foram divididas em cinco (“go”) grupos. A proposta era estabelecer um parâmetro de preparação dos “dangai” (portadores de “kyus” faixas azul à marrom) que aspirassem uma promoção à categoria de “yudansha” (faixas pretas). Conheça a primeira composição do Go kyo:

Katame waza

Osae komi waza

Shime waza

Kansetsu waza


Técnicas

Kaeshi Waza

Contra Golpe

Renraku Renka Waza

Golpe Em Sequência

Técnica de Projeção

Cinco Séries

Classificação de Judô

Técnicas Para Exame de Faixas Superiores

Kaeshi waza - contra golpe

Tai Otoshi

Tai Otoshi

Kata Guruma

Kata Guruma

Ippon Seoi Nague

Morote Gari

Koshi Guruma Koshi Guruma

Tsurikomi Goshi

Tsurikomi Goshi

Tsurikomi Goshi

Harai Goshi

Harai Goshi

Harai Goshi

Hane Goshi Hane Goshi

Hane Goshi

Uti Mata

Uti Mata

Uti Mata

Uti Mata Sassae Tsurikomi Ashi

Sassae Tsurikomi Ashi

Sassae Tsurikomi Ashi

Sassae Tsurikomi Ashi

Ô Soto Gari

Ô Soto Gari

Ô Soto Gari

Ô Uti Gari

Ô Uti Gari

Ô Uti Gari

De Ashi Barai


Renraku-henka-waza

Técnicas de Golpes combinados

Golpes que poderão ser aplicados e no caso de não funcionar o judoca mudará automaticamente para outro Golpe. No caso das imobilizações, chaves ou estrangulamentos, trata se da seqüência da técnica, entra se um golpe e o finaliza com outra técnica do katame-waza.

Nage-waza / Nage-waza (Golpe para Golpe)

Nage-waza / Katame-waza (Golpe + Imobilização)

Katame-waza / Katame-waza (Imobilização + Imobilização)

Classificação de judô

Nague Waza

Técnica de Projeção

Katame Waza

Técnica de Domínio no Solo

Shime Waza

Técnica de Estrangulamento

Kansetsu Waza

Técnica de Chave de Braço

Nage waza - técnica de projeção

Tati Waza : Técnica Em Pé

Te Waza

Técnica de Mãos

Koshi Waza

Técnica de Quadris

Ashi Waza

Técnica de Pés

Sutemi Waza : Técnica de Sacrifício

Masutemi Waza

Projeção Frontal

Yokosutemi Waza

Projeção Lateral

Tati Waza : Técnica Em Pé

Te Waza

Técnica de Mãos

Ippon Seoi Nague

Morote ou Ma Seoi Nague

Eri ou Utsushi Eri Seoi Nague

Seoi Otoshi

Kata Guruma

Uki Otoshi

Tai Otoshi

Sumi Otoshi

Moro Te Gari

Tê Guruma

Sukui Nague

Kutigui Taoshi

Kibissu Gaeshi

Koshi Waza

Técnica de Quadris

Koshi Guruma

Tsurikomi Goshi

Sodê Tsurikomi Goshi

Ô Goshi

Uki Goshi

Tsuri Goshi

Ko Tsuri Goshi

Harai Goshi

Hane Goshi

Ashi Waza

Técnica de Pés

Ô Soto Gari

Ô Soto Otoshi

Ô Soto Guruma

Sassae Tsurikomi Ashi

Harai Tsurikomi Ashi

De Ashi Barai

Uti Mata

Hizá Guruma

Ashi Guruma

Ô Guruma

Ô Uti Gari

Kô Soto Gari

Kô Soto Gake

Kô Uti Gake

Kô Uti Gari

Sutemi Waza :

Técnica de Sacrifício

Masutemi Waza

Projeção Frontal

Tomoe Nague

Sumi Gaeshi

Sumi Nague

Tawara Gaeshi

Ura Nague

Sutemi Waza

Técnica de Sacrifício

Yokosutemi Waza

Projeção Lateral

Uki Waza

Yoko Gake

Yoko Wakare

Yoko Otoshi

Yoko Guruma

Tani Otoshi

Kikikomi Gaeshi

Soto Makikomi

Uti Makikomi

Harai Makikomi

Hane Makikomi

Kô Uti Makikomi

Kakae Nague

Obi Otoshi

Yokô Tomoe

Ukemi amortecimento de queda

Tê Uti Ukeki

Mae Ukemi

Ushiro Ukemi

Queda À Batida de Mão

Queda Frontal

Queda de Costas

Zempô Kaitem Ukemi

Yokô Ukemi

Queda com Giro Frontal

Queda Ao Lado

Shisei - posturas

Zai

Zei Zá

Kyoshy

Posição Sentado.

Ajoelhado

Apenas Uma Perna Ajoelhada

Tyu Goshi

Tyoku Ritsu

Ritsui I

Posição Agachado

Posição de Sentido

Posição Em Pé.

Shizen tai posição natural:

Shizei Hontai

Posição Natural Fundamental

Migui Shizentai

Posição Natural Direita

Hidari Shizentai

Posição Natural Esquerda.

Jigô Tai

Posição de Defesa.

Jigô Hontai

Posição de Defesa Fundamental.

Migui Jigô Tai

Posição de Defesa Direita

Hidari Jigô Tai

Posição de Defesa Esquerda.

Ayumi kata (shin tai) maneira de andar (deslocamento)

Ayumi Ashi

Passo Normal

Suri Ashi

Passo Normal Arrastado

Tsugo Ashi

Passo Emendado

Kumi kata maneira de segurar (pegadas)

Migui Kumi

Pegada Na Posição Direita

Hidari Kumi

Pegada Na Posição Esquerda

Fusegui

Defesa

Tai sabaki movimento do corpo

Mae Sabaki

Esquivas com Movimento Para Frente

Mawari Sabaki

Esquivas com Movimento Em Volta

Yokô Sabaki

Esquivas com Movimento Para O Lado

Ushirô Sabaki

Esquivas com Movimento Para Trás

Números

0

1

2

3

4

5

Rei

Iti

Ni

San

Shi

Gô

6

7

8

9

10

Roku

Hiti

Hati

Kyu

Dyu

11

12

13

14

15

Dyu Iti

Dyu Ni

Dyu San

Dyu Shi

Dyu Gô

16

17

18

19

20

Dyu Roku

Dyu Hiti

Dyu Hati

Dyu Kyu

Ni Dyu

Objetos para o judô

Tatame

Acolchoado

Zôri

Chinelo

Kimono ou Judogui

Roupa de Judô

Obi

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Discussão

Comentários estão desativados para este artigo.

  1. muito boa

    Posted by Fernando Bogado | maio 20, 2010, 19:31
  2. Muiito boooa que maravilhosas, PARABENS é isso ai… Judô da vida e muito simplesmente…

    Posted by guilherme Ramos | março 28, 2010, 21:54
  3. sensacional . esplica claramente.simplesmente demai

    Posted by wanderley | novembro 12, 2009, 08:55
  4. Parabéns pela elaboração deste material, sem sombra de dúvidas muito bom, graças a essas pessoas abnegadas é que o nosso judô ainda sobrevive carregando consigo seus princípios e fundamentos alavancados nas tradiçoes desta nobre arte, deixada pelo nosso fundador Mestre Jigoro Kano e demais professores e discípulos que acompanharam Kano desde o início na Escola denominada de KODOKAN. Arigatô Gozaimasu.

    Posted by Walfrido Machado da Silva | março 13, 2009, 01:25
  5. Muito boa, bastante explicativa e completa, obrigado por te-la tornada pública e ap´roveito para solicitar a autorização para imprementa-la junto aos meu alunos.

    Posted by robson Nunes Silva | março 6, 2009, 18:51
  6. MUITO BOM TODO CONTEÚDO, PRINCIPALMENTE A APOSTILA, POIS MOSTRA O LADO TEÓRICO DESTA ARTE.

    Posted by JOSIVALDO PESSOA | dezembro 2, 2008, 11:30

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